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domingo, 29 de janeiro de 2012

O SINTRAJUS nasceu há um ano ... obrigado pelo respeito, obrigado pela confiança ...



Da luta nasce um sonho!



SINTRAJUS ... com essa denominação nasceu em  29 de Janeiro deste ano o mais novo instrumento de luta sindical da categoria dos servidores da Justiça estadual paulista.

Reunidos nessa data na cidade de Santos, mais de uma centena de funcionários de toda a região da baixada santista, litorais Norte e Sul, além do Vale do Ribeira, há anos carentes de uma legitima e atuante representação para fazer frente à notória má-vontade  que a cúpula do Poder Judiciário deste estado destina desde sempre ao seu corpo funcional decidiram, em assembléia acalorada e cheia de vitalidade, lançar a fundação daquele que acreditam seja o melhor veículo para levar a todos sua merecida valorização profissional.

Contamos durante todos esses anos de movimentação trabalhista com a ajuda imprescindível de companheiros engajados nesses mesmos propósitos de preservação de um bem que acreditamos público. O  SINTRAJUS, nosso sindicato - e podemos chamá-lo de nosso porque é de todos - nasceu para complementar esse trabalho , para ser mais uma ferramenta na luta desses trabalhadores, servidores públicos do judiciário paulista.

Infelizmente vimos surgir, nos entremeios das já históricas lutas que a categoria têm mantido com os próceres do Tribunal de Justiça deste estado, uma curiosa  entidade, também denominada "sindicato", estruturada com paradoxal e sugestivo apoio patronal. Jamais nos sentimos representados por tal agremiação e agora tratamos de demonstrar isso através da presente iniciativa.

Sabemos que há muito a fazer, um longo caminho a trilhar.

Lutamos na verdade não contra um inimigo patronal - temos plena ciência, como funcionários públicos que somos , que o nosso patrão é a própria sociedade paulista.

Lutamos contra governos e mandatários da justiça em nosso estado, e porque não dizer no Brasil, que unidos em uma aliança de interesses pessoais somados aos anseios políticos das elites, dos ricos e poderosos, dos banqueiros e empresários, sempre tentaram submeter a classe trabalhadora - incluindos os servidores públicos, à exploração, impondo precárias condições de trabalho e baixos salários, transformando-os em “bodes expiatórios” de suas nefastas políticas econômicas e sociais , além de amparar e mesmo legitimar práticas corruptíveis.

Insurgimo-nos contra os atravessadores que militam em prol de interesses invariavelmente subjetivos, abandonando ao relento aqueles que fornecem toda a infraestrutura que permite sua própria ascensão profissional.

Reconhecemos o valor da magistratura e respeitamos suas funções, assim como queremos que as nossas funções sejam sempre respeitadas. Não concordamos, porém, com a cultura de submissão e autoritarismo que nos é imposta assim que adentramos esta instituição, situação a qual alguns de seus membros sonham perpetuar.

Temos plena e total consciência que a nobre e imprescindível atividade do Juiz, se dissociada do nosso efetivo apoio, não passará jamais de mera literatura.

Formamos o primeiro grupo dirigente do SINTRAJUS de modo a reunir pessoas afinadas em seus objetivos pessoais, profissionais e coletivos, todos com uma característica comum: a participação ativa nas lutas em defesa da categoria.

São companheiros conhecidos por sua atuação e certamente você têm um ou mais amigos entre os seus componentes ( veja listagem abaixo ).

Foram meses de ponderações desde a última greve, durante a qual ficou evidente a necessidade de criação desta entidade. Somos fruto dos anseios da própria categoria que nos comprometemos representar.

Não toleramos mais discursos vazios ou evasivos, venham de onde vierem. Pretendemos pensar e fazer o nosso próprio futuro, sem demagogia ou politicagem.

Nesse momento precisamos, e muito, de seu empenho, esteja ou não associado. Aproxime-se, traga o seu colega ao lado, discuta em seu cartório, debata nossas iniciativas, critique-nos e participe.

Procure-nos em sua unidade de trabalho. Obtivemos adesão quase imediata de mais de trezentos colegas servidores, que reputamos verdadeiros amigos cada qual. Disponibilizaremos um site muito em breve, visando aproximar mais e mais companheiros.

Temos muitos desafios e não queremos apenas legitimidade para nos fazermos ouvir entre as câmaras e gabinetes do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Queremos a adesão de cada um dos funcionários da região que abrangemos, de Ubatuba ao Vale do Ribeira.

Precisamos de todos. Precisamos de você.

Se ainda não o fez, associe-se já...e traga um companheiro.

Nossa tarefa não é fácil, mas com sua participação  demonstraremos que um outro Poder Judiciário é possível neste estado.

30 de Janeiro de 2011.

Primeira diretoria :


Adelson Pereira Gaspar
Alexandre dos Santos
Eduardo Alexandre Teixeira Requejo
Eliana Cristina Alves de Souza
Hugo Rogério Nicodemus Coviello
João Paulo Pedroso Ide
Joara Ferreira Borges
José Carlos de Almeida
José Carlos dos Santos
José Ribeiro de Araújo
José Valdomiro Pereira da Silva
Lygia Pereira Mendes
Márcio Fernando de Oliveira
Maria de Fátima Araújo Moreira Mota
Mário Sergio Soares
Michel Iorio Gonçalves
Nicolas Madureira Barbosa
Paulo Ferreira Luz
Riberto Cacheiro
Rony de Oliveira Magno
Rosangela dos Santos
Sergio Augusto Heidrich Crochemore
Silvio José Reale
Valdir Ribeiro Alves
William Lauer


Caro companheiro, viemos para ficar :
E cresceremos enquanto você você nos aceitar ao seu lado . 
Desde a véspera sabíamos do inconformismo daqueles criados , equipados e alimentados para desestruturar, desunir, destruir. 
Nascemos, entretanto, para construir...e o nosso futuro , o alvo da nossa luta é a criação de um sindicato único, que nos represente a todos de maneira coesa e uniforme frente ao incansável moedor de consciências representado pela aliança entre os "poderes constituídos" e o capital.
Embrionários , demos apenas um primeiro passo nesse sentido, com sua valiosa ajuda e compreensão.
E esteja convicto - tão logo os entraves que nos colocaram à frente sejam removidos, em breve temos certeza, faremos por onde sermos ouvidos em todo o estado, numa única voz.
Não recuaremos um único passo, salvo seja essa sua decisão pessoal.
Conte conosco ao seu lado

Saudações sindicais

               SINTRAJUS
Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Judiciario Estadual na
      Baixada Santista, Litoral e Vale do Ribeira do Estado de São Paulo

sábado, 28 de janeiro de 2012

Como construir o pós-capitalismo ? Série de textos sobre os movimentos que marcaram 2011 ...



Para superar sistema, não basta ir às ruas. 
Reflexões de pensadores que buscam caminhos para transformação social



Desde que caíram o muro de Berlim e do “socialismo real”, em 1989-91, tem crescido, em todo o mundo, a ideia de que é preciso recriar a emancipação social. Ela sustenta que os princípios de igualdade, justiça, distribuição de riquezas e desalienação do trabalho – presentes nas tradições revolucionárias dos séculos passados – permanecem válidos. Mas acrescenta: a burocratização e o autoritarismo (e o fracasso…) das primeiras experiências “socialistas” exigem repensar os caminhos que permitirão alcançar tais princípios.
As grandes mobilizações sociais de 2011 impulsionaram em muito este esforço teórico. Seguem as sugestões ...

( Fonte : Outras Palavras - Le Monde Diplomatique )

O tempo em que podemos mudar o mundo
Immanuel Wallerstein, provocador: capitalismo está condenado: resta saber o quê irá substituí-lo. Transição não será apocalíptica: dependerá das escolhas que fizermos agora
Patrick Viveret: para salvar a Europa e o planeta
Segundo filósofo francês, novas formas de democracia, moeda e crédito, já testadas localmente, podem ser resposta global ao vendaval financeiro
Chomsky debate futuro dos novos movimentos
Diante do Occupy Boston, ele revela esperança nos protestos anticapitalistas, mas lembra: “há muito pela frente; vocês não vencerão amanhã”
Toni Negri vê a Espanha rebelde
De dentro das praças e acampamentos, filósofo e militante italiano discute formas de organização, demandas e perspectivas do movimento na Espanha
“Não é crise. É que não te quero mais”
Manuel Castells diz que, diante das novas turbulências financeiras, é preciso propor grandes mudanças — entre elas, reinvenção da democracia
Contra o capitalismo, Bauman convoca à imaginação
Sociólogo não crê no colapso do sistema, alerta que seu parasitismo é incessante e sugere que para vencê-lo é preciso ser mais imaginativo que ele
Um Nobel de Economia explica Occupy Wall Street
Para Joseph Stiglitz, movimento quer pouco, em termos econômicos. Mas reivindica democracia não-controlada pelo dinheiro – por isso é revolucionário
Acordando do sonho
Em discurso aos manifestantes de Nova York, filósofo esloveno adverte sobre desafios que virão após a catarse política das ocupações
Alguma coisa está fora da ordem
Diante dos terremotos que abalam o mundo, Ignacio Ramonet propõe a reinvenção da política para reencantar os seres humanos
Rumo à Era da Cooperação?
Num livro provocador, Yochai Benkler convoca ciência, ética e política para argumentar que certas bases do capitalismo estão em xeque
“Como mudar o mundo”
Resenha de Hobsbawm, Eric; Como mudar o mundo: Marx e o marxismo 1840-2011 (How to change the world: Marx and Marxism 1840-2011), 2011: Little  Brown, 470 pp.

Golpe de 1964 foi 'revolução' segundo Secretaria da Segurança de São Paulo

Site da pasta diz que 'em 31 de março iniciou-se a Revolução, desencadeada para combater a política sindicalista de Goulart'

O site da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo na internet descreve o golpe de 1964, início da ditadura militar que durou até a eleição de Tancredo Neves, em 1985, como uma “revolução” que teve como objetivo se opor à política de esquerda do então presidente João Goulart.
“Em 31 de março de 1964 iniciou-se a Revolução, desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart”, diz o texto.
A informação faz parte da linha do tempo da página institucional da Secretaria. O texto é ilustrado por um desenho no qual um militar aparece em destaque, o símbolo comunista (foice e martelo) coberto por um “x” e uma faixa da marcha da família com Deus pela liberdade, manifestação organizada pela organização católica de extrema direita TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade).

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

" Quando um povo é constrangido a obedecer e obedece, faz bem: tão logo ele possa sacudir o jugo e o sacode, faz ainda melhor; porquê , reconhecendo a liberdade graças ao mesmo direito com o qual lha arrebataram, ou este lhe serve de base para retomá-la ou não se prestava em absoluto para subtraí-la."

Jean-Jacques Rousseau -  Do Contrato Social

Juristas e entidades comprometidos com a democracia denunciam caso Pinheirinho à OEA


Manifesto pela denúncia do caso Pinheirinho à Comissão Interamericana de Direitos Humanos 

No dia 22 de janeiro de 2012, às 5,30hs. da manhã, a Polícia Militar de São Paulo iniciou o cumprimento de ordem judicial para desocupação do Pinheirinho, bairro situado em São José dos Campos e habitado por cerca de seis mil pessoas.
A operação interrompeu bruscamente negociações que se desenrolavam envolvendo as partes judiciais, parlamentares, governo do Estado de São Paulo e governo federal.
O governo do Estado autorizou a operação de forma violenta e sem tomar qualquer providência para cumprir o seu dever constitucional de zelar pela integridade da população, inclusive crianças, idosos e doentes.
O desabrigo e as condições em que se encontram neste momento as pessoas atingidas são atos de desumanidade e grave violação dos direitos humanos.
A conduta das autoridades estaduais contrariou princípios básicos, consagrados pela Constituição e por inúmeros instrumentos internacionais de defesa dos direitos humanos, ao determinar a prevalência de um alegado direito patrimonial sobre as garantias de bem-estar e de sobrevivência digna de seis mil pessoas.
Verificam-se, de plano, ofensas ao artigo 5º, nos. 1 e 2, da Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José), que estabelecem que toda pessoa tem direito a que se respeite sua integridade física, psíquica e moral, e que ninguém deve ser submetido a tratos cruéis, desumanos ou degradantes.
Ainda que se admitisse a legitimidade da ordem executada pela Polícia Militar, o governo do Estado não poderia omitir-se diante da obrigação ética e constitucional de tomar, antecipadamente, medidas para que a população atingida tivesse preservado seu direito humano à moradia, garantia básica e pressuposto de outras garantias, como trabalho, educação e saúde.
Há uma escalada de violência estatal em São Paulo que deve ser detida. Estudantes, dependentes químicos e agora uma população de seis mil pessoas já sentiram o peso de um Estado que se torna mais e mais um aparato repressivo voltado para esmagar qualquer conduta que não se enquadre nos limites estreitos, desumanos e mesquinhos daquilo que as autoridades estaduais pensam ser “lei e ordem”.
É preciso pôr cobro a esse estado de coisas.
Os abaixo-assinados vêm a público expor indignação e inconformismo diante desses recentes acontecimentos e das cenas desumanas e degradantes do dia 22 de janeiro em São José dos Campos.
Denunciam esses atos como imorais e inconstitucionais e exigem, em nome dos princípios republicanos, apuração e sanções.
Conclamam pessoas e entidades comprometidas com a democracia, com os direitos da pessoa humana, com o progresso social e com a construção de um país solidário e fraterno a se mobilizarem para, entre outras medidas, levar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos a conduta do governo do Estado de São Paulo.
Isto é um imperativo ético e jurídico para que nunca mais brasileiros sejam submetidos a condições degradantes por ação do Estado.


Nunca esta matéria foi tão atual ... reserve 30 minutos de seu tempo, assista e nos perdoe pela reiteração da postagem ...