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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Frente Sindical e a CNBB juntos contra as reformas.

Na terça-feira, 9 de abril, membros da Frente Sindical Classista da Baixada Santista, entre eles Michel Iorio Gonçalves, presidente da Assojubs e coordenador geral do Sintrajus, estiveram reunidos com Dom Tarcísio Scaramussa, bispo da Diocese de Santos, para discutir ações conjuntas em relação às reformas da previdência e trabalhista e à lei das terceirizações. A Frente Sindical propôs ações unitárias para conscientizar a população sobre os impactos das medidas articuladas pelo governo Temer, como panfletagens nas igrejas e rodas de conversas com as comunidades sobre os projetos em votação no Congresso, uma vez que até agora a população vem sendo excluída do debate.
As propostas debatidas na reunião serão apresentadas ao Conselho de Presbíteros e Conselho Diocesano de Pastoral para serem avaliadas. Um novo encontro será agendado para continuidade e definição das atividades conjuntas.Pela Frente Sindical, além da Assojubs/Sintrajus, estiveram presentes Ricardo Saraiva (Sindicato dos Bancários), Flávio Saraiva (Sindserv), Fábio Mello (Sindipetro-LP) e Wagner Dias (Sindicato dos Metalúrgicos). Também participou o padre Valdeci João dos Santos, vigário Episcopal para a Dimensão Social da Evangelização.
Nota da CNBB para o 1º de maio
AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL MENSAGEM DA CNBB
“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida – SP, em sua 55ª Assembleia Geral Ordinária, se une aos trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º de maio. Brota do nosso coração de pastores um grito de solidariedade em defesa de seus direitos, particularmente dos 13 milhões de desempregados.
O trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa, constitui uma dimensão da existência humana sobre a terra. Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação, contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim, semelhante a Deus que trabalha sempre. O trabalhador não é mercadoria, por isso, não pode ser coisificado. Ele é sujeito e tem direito à justa remuneração, que não se mede apenas pelo custo da força de trabalho, mas também pelo direito à qualidade de vida digna.
Ao longo da nossa história, as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras pela conquista de direitos contribuíram para a construção de uma nação com ideais republicanos e democráticos. O dia do trabalhador e da trabalhadora é celebrado, neste ano de 2017, em meio a um ataque sistemático e ostensivo aos direitos conquistados, precarizando as condições de vida, enfraquecendo o Estado e absolutizando o Mercado.
Diante disso, dizemos não ao “conceito economicista da sociedade, que procura o lucro egoísta, fora dos parâmetros da justiça social” (Papa Francisco, Audiência Geral, 1º. de maio de 2013).
Nessa lógica perversa do mercado, os Poderes Executivo e Legislativo reduzem o dever do Estado de mediar a relação entre capital e trabalho, e de garantir a proteção social. Exemplos disso são os Projetos de Lei 4302/98 (Lei das Terceirizações) e 6787/16 (Reforma Trabalhista), bem como a Proposta de Emenda à Constituição 287/16 (Reforma da Previdência). É inaceitável que decisões de tamanha incidência na vida das pessoas e que retiram direitos já conquistados, sejam aprovadas no Congresso Nacional, sem um amplo diálogo com a sociedade.
Irmãos e irmãs, trabalhadores e trabalhadoras, diante da precarização, flexibilização das leis do trabalho e demais perdas oriundas das “reformas”, nossa palavra é de esperança e de fé: nenhum trabalhador sem direitos! Juntamente com a Terra e o Teto, o Trabalho é um direito sagrado, pelo qual vale a pena lutar (Cf. Papa Francisco, Discurso aos Movimentos Populares, 9 de julho de 2015).
Encorajamos a organização democrática e mobilizações pacíficas, em defesa da dignidade e dos direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras, com especial atenção aos mais pobres.
Por intercessão de São José Operário, invocamos a benção de Deus para cada trabalhador e trabalhadora e suas famílias.
Aparecida, 27 de abril de 2017.
Texto: Frente Sindical Classista

REUNIÃO ORDINÁRIA DA COMISSÃO CONSULTIVA MISTA IAMSPE

Na manhã do dia 4 de maio foi realizada a reunião mensal da Comissão Consultiva Mista (CCM) do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), que aconteceu no prédio administrativo do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), na Capital, com a presença de representantes de diversas entidades do funcionalismo, entre elas Assojubs e Sintrajus.Em sua fala, Rosângela dos Santos, conselheira fiscal do Sintrajus e presidente da CCM Iamspe Regional Baixada Santista e Litoral Sul, cobrou o atendimento às gestantes por meio do Hospital Frei Galvão, novo conveniado com o Iamspe na região. Também ressaltou que os usuários não dispõem do raio x comum e têm que custear o exame quando necessário.A representante ainda frisou que os contratos entre Iamspe e conveniados precisam ser revistos e a questão do veículo (van)que efetuava o transporte dos pacientes da Baixada Santista para o Hospital do Servidor Público e que está suspenso desde o ano passado. Por fim, fez uma solicitação: “Vamos elaborar panfletos que contenham os contatos dos membros da CCM nas localidades em que elas existem e divulgar aos usuários”. Michel Iorio Gonçalves, SINTRAJUS/ASSOJUBS e coordenador da CCM no Litoral, reforçou aos presentes sobre os ataques aos trabalhadores com as reformas trabalhista e da Previdência e a terceirização total e irrestrita por parte do governo de Michel Temer (PMDB) e disse ser preciso reagir à retirada de direitos: “Vamos ocupar Brasília [DF]!”.
Sobre a Baixada Santista, frisou que já “passou da hora da região ter um hospital” e fez a proposta de promover um dia de luta pelo Iamspe em todo o Estado.


ATENÇÃO JUDICIÁRIO DA BAIXADA SANTISTA!!!

Na tarde desta quinta-feira, 4 de maio, o SINTRAJUS/ASSOJUBS e a AASPTJ-SP estiveram no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e protocolaram um ofício solicitando que os trabalhadores que não conseguiram chegar aos seus locais de trabalho, ou chegaram atrasados, em 28 de abril, dia da greve geral no país, não sejam penalizados, pois devido à paralisação dos meios de transportes públicos tiveram dificuldade de locomoção.
Michel Iorio Gonçalves, presidente da Assojubs e coordenador geral do Sintrajus, e Claudia Anaf, vice-presidente da AASPTJ-SP, foram recebidos por Fernando Figueiredo Bartoletti, juiz assessor da Presidência do TJ. Na Baixada Santista, por exemplo, o transporte público não funcionou e as vias ficaram bloqueadas.
No documento protocolado junto ao TJ é citado o Artigo 117, Inciso XII do Regulamento Interno dos Servidores do Tribunal de Justiça, que dispõe sobre a possibilidade do servidor deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo da remuneração, em caso de paralisação dos meios de transportes.
Bartoletti informou que a Presidência já definiu a situação para os funcionários da Capital e Grande São Paulo - frequência normal aos que chegaram atrasados e compensação de horas aos que não trabalharam. Em relação às demais comarcas, serão avaliadas as situações.

1º DE MAIO UNIFICADO NA BAIXADA SANTISTA


28 de abril de 2017- GREVE GERAL


Frente Parlamentar contra a Reforma da Previdência