"Juiz não se vê como prestador de serviço"
De Luciana Gross Cunha, professora da Escola de Direito da FGV-SP e
coordenadora da pesquisa de avaliação da imagem do Judiciário, em
entrevista a Cristiane Agostine, na edição do jornal "Valor Econômico" desta segunda-feira (6/2):
A
crise do Judiciário é uma crise de gestão. Os tribunais são mal
geridos, não têm plano de trabalho, não elaboram política pública, não
sabem o que fazem. O juiz não se vê como prestador de serviço. Ele acha
que é uma autoridade competente para dizer a verdade dos fatos que estão
no processo. Não interessa se está resolvendo problema social ou não,
se está produzindo custo social, se está afetando vidas de forma
definitiva, não se sente prestador de serviços públicos. Confundem
prestar justiça e fazer justiça. Os juízes acham que fazem justiça, mas
quando a decisão envolve outros órgãos públicos, envolve pessoas, custos
econômicos, diversas outras questões. Enquanto o juiz, o Judiciário não
se perceber como prestador de serviço público , não vai resolver
problemas.
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