Companheiras e companheiros,
Ontem, 2 de julho de 2025, em Assembleia Geral na Praça João Mendes a categoria decidiu pelo encerramento de uma greve histórica que marcou a RETOMADA do uso do maior instrumento de força coletiva das trabalhadoras e trabalhadores, a GREVE, após 15 anos sem paralisações no Judiciário de São Paulo. Esse movimento demonstrou a força e a unidade de todos nós, servidoras e servidores, que não hesitaram em lutar por seus direitos, dignidade e justiça.
A decisão de deflagrar a greve não foi fácil, mas foi necessária. Durante anos, acumularam-se perdas salariais, más condições de trabalho e o desrespeito à nossa categoria. Foi preciso levantar nossas vozes e mostrar que não aceitaríamos mais retrocessos.
As conquistas alcançadas nos 15 dias de greve podem parecer modestas para alguns, mas refletem o resultado de muita LUTA, RESISTÊNCIA e CORAGEM daqueles que participaram da greve e fizeram o que muitos consideravam impossível. Cada avanço, por menor que pareça, representa um passo importante na valorização do nosso trabalho e na defesa dos serviços públicos de qualidade.
Entre os avanços conquistados pela luta destacamos:
O reconhecimento da nossa mobilização pelo TJSP, que além de disponibilizar o código greve, foi obrigado a criar a Mesa de Negociação publicada em diário oficial;
A conquista do índice adicional de 2,5% de reposição, além dos 5% já conquistados na data base;
Reajuste de 15% do auxílio saúde, somando-se à elevação já aplicada em janeiro deste ano (20%);
Compromisso assumido pelo TJ do encaminhamento à Assembleia Legislativa, de projeto de lei para majoração do Adicional de Qualificação (graduação de 5% para 7,5%; especialização de 7,5% para 10%; mestrado de 10% para 15% e doutorado de 12,5% para 20%).
A greve termina, mas a luta continua! Voltamos às atividades com os olhos abertos e os punhos erguidos. Continuaremos nas comissões, nas reuniões, nos prédios e comarcas cobrando cada promessa.
A categoria em Assembleia também aprovou a continuidade das negociações com o Tribunal de Justiça através do envio de um ofício a ser entregue no dia 03/07 para comunicar a decisão da AG e encaminhar questões urgentes relacionadas ao estabelecimento de um calendário permanente de reuniões com o TJ até dezembro, compensação dos dias parados, a reversão das exonerações de quatro servidores comissionados, solicitação de novo acréscimo para recomposição inflacionária nos próximos meses deste ano, defesa do NS, instituição da gratificação dos agentes e atualização da tabela de vencimento, questões que serão reverberadas na continuidade da mesa de negociação.
Aos que estiveram na linha de frente: nosso eterno agradecimento. Aos que duvidaram: provamos que a unidade faz a força. Que este 2 de julho marque não o fim, mas o reinício de uma novo tempo de mobilização.
O Sintrajus Judiciários da Baixada segue vigilante. Nossa luta continua!
Diretoria do Sintrajus - Sindicato Regional dos Servidores Públicos do Judiciário Estadual - Baixada Santista, Litoral e Vale do Ribeira.
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